O melhor custo-benefício

Medida é solução rápida e de baixo custo para quem necessita de uma estrutura montada em curto prazo.

Construção modular supre métodos tradicionais

Construção modular supre métodos tradicionais

Conhecida pela sua versatilidade, a construção modular tem alcançado avanços significativos na área de tecnologia construtiva. Sua principal qualidade está no tempo reduzido de produção e implantação de estabelecimentos como: hotéis, condomínios residenciais, empresas, hospitais e escolas. Além disso, a edificação é isolada termicamente, não exige uso de água, não gera entulhos e ainda tem “bom custo-benefício”.

De acordo com o engenheiro Paulo Fernandes, do Grupo Cesar, se formos levar em consideração o gasto, a demora e os prejuízos indiretos de reconstruir uma área, por exemplo, a construção modulada se torna viável e mais acessível financeiramente. “Isso sem perder a estética e o conforto térmico. A necessidade de manutenção da construção também é mínima. Outra vantagem é que o sistema é leve e pode ser colocado, por meio de guindaste, sobre qualquer piso. Pode ser um terreno já preparado ou mesmo no solo natural bem compactado, onde o módulo é afixado e apoiado em placas e pilastras com altura ajustável”, explica.

Apesar de todas as vantagens, a construção modular ainda é pouco explorada no Brasil. O engenheiro Fernandes destaca que o método, além de poder servir a iniciativa privada, também é uma sugestão às esferas de governo. “Com essa maneira construtiva, os municípios e estados podem viabilizar de modo rápido e certamente econômico por causa do prazo. Ajudaria no déficit de salas de aulas, em escolas e creches”, exemplifica.

 

Escola “futurística”

No município de Senador Canedo, na Grande Goiânia, a prefeitura está investindo em construção modular nas instituições educacionais, conforme a secretária municipal de educação, Edivânia Braz. Pelo menos 26 escolas serão beneficiadas com a nova modalidade. A Escola Municipal João Soares da Silva, situada no Conjunto Uirapuru, é uma delas. No local, três salas de aulas tiveram seus telhados cedidos. Para a titular da Pasta, a medida foi acertada pela agilidade, já que os alunos poderiam ficar mais tempo sem ensino.

“Lançamos mão da sala modular para atender as crianças, enquanto providenciamos a reforma. As escolas, que têm o projeto Mais Educação, receberam salas de dois módulos para atender a demanda beneficiada pelas atividades do programa. A ação vai evitar com que os alunos fiquem sob tendas, expostos as más condições climáticas. Já nas escolas onde a demanda for maior que o número de salas, nós vamos suprir essa necessidade”, diz a secretária.

O engenheiro Fernandes, responsável pela implantação da obra nas escolas, explica que o material desta tecnologia construtiva traz o sistema de acústica e impermeabilização nas paredes. “As salas são todas equipadas com ar condicionado, oferecendo um ambiente agradável aos alunos. As partes elétricas e hidráulicas são confeccionadas em ambiente fabril. E a necessidade de manutenção da construção é mínima”, afirma.

 

Única

A secretária comemora o sucesso do pioneirismo da construção modular nas escolas, em Goiás. “Quando precisávamos fazer reformas, tínhamos de usar divisórias nas quadras de esportes para separar as turmas. Os alunos sentiam muito calor e os pais reclamavam das condições em que se encontravam seus filhos. Por isso, as salas pré-moldadas são fundamentais e de fácil resolução do problema. Ao todo, serão 85 salas construídas com essa novidade”, contabiliza. O imediatismo custará aos cofres públicos R$ 500 mil por ano, conforme Edivânia. O valor é referente à soma de aluguéis dos “contêineres”.

A secretária explica que a ideia de alugar os módulos, ao invés de comprá-los, é um modo de experimentar a novidade. “No período de um ano, vamos avaliar a satisfação das crianças, dos pais e fazer um estudo se vale a pena continuar com o investimento”, afirma. Ainda de acordo com a titular da Pasta, um projeto para a construção de um Centro de Educação Municipal Integral (Cmei), totalmente modular, também está em andamento. “Isso vai depender da aprovação do FNDE. A ideia é uma alternativa para suprir a carência de vagas”, acredita.